A indústria siderúrgica europeia retomou, em 2026, a produção correspondente a cerca de 10 milhões de toneladas de capacidade de aço bruto, num contexto de maior confiança associado à nova medida comercial da União Europeia (UE). A Associação Europeia do Aço (EuroFer) contabiliza ainda 3,4 mil milhões de euros em decisões de investimento e prevê mais 2,4 mil milhões até ao final do ano.
A indústria siderúrgica europeia está a dar sinais iniciais de estabilização, com a retoma de capacidade produtiva e novas decisões de investimento. Segundo a EuroFer, cerca de 10 milhões de toneladas de capacidade de produção de aço bruto retomaram a atividade em 2026, contribuindo para preservar até 80 mil postos de trabalho ao longo da cadeia de valor do setor.
A associação contabiliza pelo menos 3,4 mil milhões de euros em decisões de investimento tomadas pelos produtores europeus desde o início do ano e prevê que sejam anunciados mais 2,4 mil milhões de euros até dezembro.
Estes desenvolvimentos foram abordados numa reunião entre a nova presidência da EuroFer e Maroš Šefcovic, comissário europeu responsável pelo Comércio e pela Segurança Económica, realizada 100 dias após a entrada em vigor da nova medida comercial da UE para o aço.
Introduzida a 1 de julho de 2026, a medida procura proteger a capacidade siderúrgica europeia face ao excesso de produção mundial e ao aumento das importações. O mecanismo estabelece um limite anual de 18,3 milhões de toneladas de aço importado com isenção de direitos aduaneiros, aplicando uma tarifa de 50% às importações que ultrapassem esse volume.
A EuroFer considera que os primeiros sinais são encorajadores, mas sublinha que ainda é cedo para concluir que existe uma recuperação sustentada. A associação defende, por isso, condições que permitam reforçar a competitividade da indústria, incluindo preços da energia competitivos, custos de carbono adequados para a indústria europeia e o desenvolvimento de mercados para o aço produzido na Europa.


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