A Associação Portuguesa do Alumínio (APAL) defendeu que as implicações do acordo comercial entre a União Europeia e a Índia fossem analisadas ao mais alto nível político, apelando à criação de mecanismos de proteção para a indústria nacional, segundo a agência Lusa.
No entendimento da APAL, o acordo poderá agravar situações de concorrência desleal e fragilizar a base industrial europeia num domínio que classifica como estratégico.
Ainda nesse domínio, a associação insiste na necessidade de uma avaliação detalhada dos impactos económicos e industriais do entendimento entre Bruxelas e Nova Deli, considerando que estão em causa a sustentabilidade e a autonomia produtiva europeias.
Segundo a APAL, citada pela Lusa, o setor enfrenta na Europa constrangimentos estruturais, entre os quais custos energéticos elevados, pressão regulatória ambiental e aumento da competição internacional. Neste contexto, defende instrumentos eficazes de defesa para atividades estratégicas, critérios de preferência europeia em áreas sensíveis e uma estratégia estruturada de mitigação de riscos associados a acordos comerciais.
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