As estruturas associativas consideram que o pacote governamental é, no seu conjunto, “bem estruturado”, tendo em conta a informação disponível no momento da decisão. Entre as medidas destacadas estão as isenções temporárias à Segurança Social, a simplificação de procedimentos de licenciamento e controlo prévio, os mecanismos de lay-off, as moratórias fiscais e as linhas de apoio financeiro.
Contudo, com a evolução da situação, as associações alertam que os efeitos da depressão ultrapassam largamente a destruição direta de ativos. A paragem da atividade, resultante de interrupções no fornecimento de energia elétrica e de comunicações, teve impactos transversais aos setores, agravando a situação financeira das empresas através de penalizações contratuais, deterioração de stocks e custos adicionais associados ao reinício da produção.
Foi igualmente sublinhada como crítica a necessidade de rapidez na aplicação prática das medidas. Da reunião resultou um conjunto de propostas prioritárias já apresentadas ao Ministério da Economia, incluindo o alargamento das subvenções até 10 mil euros a microempresas de outros setores, a ativação do Sistema de Reposição de Capacidades Produtivas e a aceleração do acesso a crédito, bem como a agilização de pagamentos no âmbito do PRR e do Portugal 2030.
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