Chama-se SLM, abreviatura de Selective Laser Melting ou Fusão Seletiva por Laser, e é a mais recente aposta do INEGI para aportar valor a processos de fabrico. Trata-se de uma tecnologia de fabrico aditivo com recurso a pós metálicos, uniformemente distribuídos e fundidos por laser para fabricar geometrias complexas.
Omid Emadinia, especialista em fabrico aditivo centrado na área dos metais e compósitos de matriz metálica no INEGI, explica que a aposta do Instituto assenta em “expandir as aplicações desta tecnologia, bem como analisar a sua aplicabilidade para dar vida a novas ideias às quais as tecnologias convencionais não dão resposta”.
Esta tecnologia de impressão 3D é orientada para o fabrico de protótipos, peças únicas ou produção de pequenas séries. É capaz de fabricar peças complexas, com grande liberdade da geometria, e não necessita de moldes.
O alto nível de precisão, controlo das propriedades mecânicas e construção leve torna esta tecnologia atrativa para os setores aeroespacial, aeronáutico e automóvel. Mas não só – também a indústria médica beneficia com próteses e dispositivos altamente personalizados aos pacientes, por exemplo.
Entre as suas vantagens está ainda o reduzido uso de matéria-prima em comparação com tecnologias subtrativas, como a fresagem, já que a impressão é Near-Net-Shape (em português, muito próximo da forma final) e o pó metálico recolhido após a impressão pode ser reutilizado.
Explorar as capacidades únicas da tecnologia Selective Laser Melting é, por isso, uma prioridade para os especialistas em tecnologias avançadas de fabrico do INEGI. O objetivo é compreender o seu potencial e áreas de aplicação, bem como as variáveis em termos de uso de materiais, parâmetros ótimos de processamento e propriedades dos componentes resultantes.
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