Será também criado um instituto dedicado à investigação de novos materiais e processos

Está a nascer um cluster de fabricação aditiva na Baviera

26/11/2019

A Universidade Técnica de Munique (TUM), a Oerlikon, a GE Additive e a Linde estão a colaborar para criar um cluster de fabricação aditiva na Baviera, Alemanha. A iniciativa tem como objetivo fomentar a investigação nesta área, a partir de uma única localização, e apoiar as empresas no processo de transição para esta nova tecnologia.

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Da esquerda para a direita: Dr. Sven Hicken (Chefe de Unidade de Negócios da Oerlikon AM), Prof. Dr. Thomas Hofmann (Presidente da TUM), Jason Oliver (Presidente e CEO da GE Additive), Dr. Wolfgang Dierker (CEO da GE Germany), Dr. Christoph Laumen (Diretor Executivo de R&D da Linde AG), Prof. Dr. Michael Suess (Presidente do Conselho de Direção do Oerlikon Group), Dr. Christian Haecker (Diretor de Industrialização da Oerlikon AM), Dr. Andreas Lessmann (Diretor Geral da GE Additive Germany GmbH), Dr. Christian Bruch (Vice-Presidente Executivo e CEO da Linde Engineering), Andreas Rohregger (Diretor de Propriedades Globais da GE Additive) e Dr. Alice Beck (Diretora-Adjunta da TUM ForTe).

Os esforços de colaboração ajudarão a integrar a impressão 3D nos processos de fabrico e permitirão às empresas utilizar a tecnologia na sua produção. O cluster AM (Additive Manufacturing) está aberto a empresas, organizações e instituições académicas. Neste momento, conta já com a participação da TUM, que desenvolve investigação na área da medicina antroposófica, e com diversas autoridades reguladoras responsáveis por supervisionar e regular o uso da tecnologia nas indústrias.

“Ao ter todos os agentes num único centro estamos a acelerar o desenvolvimento e a aplicação da tecnologia nas diversas indústrias”, comentou o Prof. Dr. Michael Suess, presidente da Direção do Grupo Oerlikon. “A Baviera é o local perfeito para albergar esta iniciativa, visto que promove a eficiência energética e produtiva, que apoia os objetivos de sustentabilidade da Alemanha e o desejo do país de integrar novas tecnologias".

“O projeto é um excelente exemplo da estreita colaboração entre a indústria, a academia e a política para inovar e industrializar uma tecnologia como a fabricação aditiva”, comentou o Dr. Roland Fischer, CEO do Grupo Oerlikon. “Esta tecnologia apoia o nosso objetivo de proporcionar soluções sustentáveis para todas as indústrias”.

A tecnologia de fabricação aditiva, conhecida vulgarmente como impressão em 3D, permite a impressão camada a camada de componentes metálicos ou poliméricos e vem transformar completamente o processo de produção, exigindo mudanças em todas as áreas: cadeia de abastecimento, produção, formação dos funcionários, controlo de qualidade, validação de produtos e regulamentação.

Jason Oliver, presidente e CEO da GE Additive, acrescentou: “A Baviera já goza de uma enorme reputação como ponto de referência mundial para a tecnologia aditiva, com um ecossistema próspero e um rico filão de talento. Estamos entusiasmados pelo facto de fazermos parte desta iniciativa desde o início e esperamos poder construir sobre essa base sólida e promover um impacto tangível tanto para a região como para o resto do mundo”.

“Vemos esta oportunidade de colaborar como uma vitória para as empresas e para a TUM, assim como para a região”, afirmou o Dr. Christian Bruch, membro da Direção e CEO da Linde Engineering. “Esperamos que o novo centro de operações gere postos de trabalho na zona, e simultaneamente proporcione novas tecnologias e capacidades para as empresas aqui localizadas”.

Novo Instituto de Fabricação Aditiva

Como uma das primeiras iniciativas possibilitadas pelo cluster AM, a Oerlikon e a TUM estão a criar um novo instituto de investigação. O Instituto de Fabricação Aditiva irá centrar-se na investigação interdisciplinar de matérias-primas, na produção otimizada de fabricação aditiva e na integração de processos do início ao fim, incluindo a automatização e a digitalização desta tecnologia. Os engenheiros e cientistas da Oerlikon trabalharão lado a lado com os investigadores e estudantes de várias faculdades da TUM (principalmente engenharia mecânica, mas também engenharia química, o departamento de física e informática) para abordar todos os aspetos da investigação e produção da fabricação aditiva. Isto incluirá a verificação e qualificação dos produtos e o desenvolvimento de novos modelos de negócio.

“Para a industrialização dos processos de fabricação aditiva é necessária uma colaboração integrada entre poderosos parceiros da indústria e da ciência”, explica o Prof. Dr. Thomas Hofmann, presidente da TUM. “Só assim poderemos superar os obstáculos tecnológicos e encontrar respostas para os problemas não resolvidos no campo da normalização”.

Tal como o cluster, o instituto de investigação também estará aberto à cooperação entre o mundo académico e a indústria, uma vez que se tenham estabelecido as bases iniciais. O objetivo é ampliar a rede internacional e fomentar uma arquitetura de associação aberta.

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