5 EMAF celebra 20 edições em 2025 Este ano, a EMAF celebra um aniversário especial: 20 edições realizadas ao longo de mais de 40 anos “a promover tudo o que de melhor se faz no universo industrial português e não só”. O certame decorre de 27 a 30 de maio, na Exponor. Com cerca de 45.000 m² ocupados por mais de 400 empresas, o recinto já está praticamente lotado. A 20.ª edição da EMAF decorrerá por quatro dias, dedicados a procurar respostas para os desafios colocados pela indústria 4.0 e 5.0 (Quarta e Quinta Revolução Industrial), promovendo a partilha de ideias, fomentando o trabalho de networking e buscando parcerias. E também abraçando a rota da sustentabilidade, um dos grandes desideratos de toda a atividade económica, nos campos ambiental e social. Tradicionalmente, é este o fórum onde as empresas das áreas de automação, TI, engenharia, inovação, impressão 3D, maquinaria, ferramentas, moldes, manutenção, fundição, limpeza industrial, logística e transporte, robótica, metalurgia, metalomecânica e tantas outras aproveitam para apresentar ao mercado as suas mais recentes novidades perante empresários, gestores e quadros técnicos superiores. Para Diogo Barbosa, diretor-geral da Exponor, esta continua a ser “a maior e mais representativa feira ibérica profissional do setor industrial, que permite às empresas tomarem contacto com um conjunto de novidades e soluções de outras congéneres que aportam valor ao seu negócio”. A presença de vários compradores internacionais e de expositores oriundos de várias paragens “é outro dos atrativos para os expositores, que veem aqui uma forte probabilidade de trilharem o caminho da internacionalização e aumentarem o volume de exportação”, sublinha Diogo Barbosa. EDITORIAL As empresas do setor metalúrgico e metalomecânico sabem bem o peso que os custos energéticos têm nas suas despesas. Naturalmente, as indústrias metalúrgicas de base são as que gastam mais energia. Mas, entre os fabricantes de moldes, ferramentas, peças técnicas, máquinas e equipamentos, processos como a maquinagem, tratamento térmico e soldadura exigem igualmente um elevado consumo, baseado essencialmente em eletricidade e gás natural. Ao impacto económico há que adicionar o impacto que estes processos têm nas emissões de gases com efeito de estufa (GEE), razão pela qual este setor é um dos mais visados na agenda europeia para a descarbonização. Pela mesma razão, este tema merece especial destaque nesta edição da InterMetal. Leia, a este propósito, a opinião da ANEME, na página 18. Mas, além de um desafio, esta necessidade de transição para energias de baixo carbono constitui também uma oportunidade, já que todas elas dependem de infraestruturas e componentes metálicos, alguns deles com bastante complexidade. Na página 20 desta revista, a Yunit explica-nos como é que as empresas do setor podem tirar partido do novo SITCE, não só para diminuir as emissões de CO2, mas também para modernizar equipamentos e desenvolver novos produtos, inclusive para o setor das renováveis. Ainda no campo da sustentabilidade, nesta edição contamos- -lhe o que vai mudar no setor da construção e o impacto que as novas regras vão ter nas empresas metalúrgicas e metalomecânicas que trabalham para esta área. Divulgamos também um interessante projeto de economia circular financiado pela Audi e mostramos-lhe a solução que a RODI encontrou para diminuir em três toneladas a quantidade de resíduos produzidos por ano na sua fábrica. Se a sustentabilidade é uma preocupação crescente no setor, a competitividade é uma necessidade. O tema foi abordado por Jochen Köckler, presidente do Conselho de Administração da Deutsche Messe AG, na conferência de imprensa de apresentação da Hannover Messe 2025. O responsável identificou a IA como um dos principais motores para o crescimento da indústria europeia e convidou todos os interessados a visitar a feira de 31 de março a 4 de abril, já que este será um dos destaques da edição deste ano. Aumentar a competitividade passa também pelos equipamentos CNC. Entre os vários fornecedores, a principal tendência continua a ser a ‘multitarefa’, associada à automação, com a mínima intervenção humana. Em entrevista, Rui Borges, diretor de vendas da DMG MORI em Portugal, conta-nos as novidades da marca neste campo e destaca os setores aeronáutico, aeroespacial e da defesa, como os de “maior potencial de crescimento em Portugal”. Para ler na página 10. Por fim, mas não menos importante, dedicamos um caderno deste número aos equipamentos, técnicas e soluções de formação em soldadura, um processo essencial para uma grande variedade de segmentos da metalomecânica, inclusive, mais uma vez, para o das energias renováveis. Boas leituras! Descarbonização: um desafio e uma oportunidade
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